Cultura

CRÍTICA: Uma maravilha de produção

De forma brilhante, atriz Gal Gadot interpreta protagonista da trama

Após não obterem o sucesso esperado em dois filmes de super-heróis da DC Comics – Esquadrão Suicida e Batman vs Supermann –, os estúdios Warner atingem recordes de bilheteria com a primeira produção do gênero orçado em mais de US$ 100 milhões dirigido por uma mulher. A diretora Patty Jenkins magistralmente prende o espectador na construção de cada personagem, do início ao final do filme. Já a atriz, modelo e soldado israelense Gal Gadot interpretou a protagonista de forma brilhante. Sob a direção de PattyGal construiu um papel capaz de marcar sua carreira.

Desde Linda Carter, a primeira atriz a encarnar a guerreira amazona, ninguém chegou tão perto de ser reconhecida como a “nova Mulher Maravilha”. Gal levou a missão a sério e, já nas primeiras cenas do longa, se percebe a intensidade com que ela encarna a heroína. A produção, que estreou nos cinemas brasileiros no último dia 1º, já é um grande sucesso e pode atingir marcas ainda maiores.

Gal Gadot empunhando uma das armas secretas da Mulher Maravilha. Foto: Material Promocional

 

O filme é mais do que uma simples trama protagonizada por uma super-heroína que salva o planeta das mãos de um malfeitor, como costumeiramente acontece em produções do gênero, nos quais a velha receita piegas é utilizada para justificar o uso de muitos efeitos especiais. O roteiro escrito por Allan Heinberg e Geoff Johns mantém os detalhes da história original dos quadrinhos, que conta a origem de Diana e mostra como ela se preocupa com questões de amor, esperança e crença na humanidade. O cuidado em explicar a história das guerreiras amazonas aprofunda o entendimento dos espectadores em relação à personalidade da Mulher Maravilha.

A tranquilidade da ilha de Temiscira – criada por Zeus para proteger e esconder as guerreiras amazonas da ira de Ares –, é interrompida com a queda de um avião pilotado pelo capitão Steve Trevor (interpretado por Chris Pine), que é um espião à serviço da Inglaterra em busca de elementos para acabar com uma guerra mundial. Aqui, observo um ponto fraco do filme: se entende, pelas características da história, que se trata da Primeira Grande Guerra, mas não se fala abertamente sobre o período.

As guerreiras são alertadas pelo capitão de que o mundo está em guerra, e Diana se sente obrigada, movida por um sentimento mais forte que ela, a sair em busca de Ares, que, em seu entendimento, está por trás de toda a destruição que está sendo causada no planeta.

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Capitão Steve Trevor e Diana elaboram estratégia de ataque. Foto: Material Promocional

 

A respeito do aspecto visual do filme, destacam-se as batalhas, que não são poucas e foram muito bem produzidas, com efeitos especiais que cumprem seu papel. A trama da construção de uma equipe que pretende acabar com as armas químicas utilizadas na guerra e o surgimento do vilão mesclam momentos de intensidade com suavidade, inclusive, durante a tão esperada batalha final entre a semideusa Diana e Ares.

O filme superou minhas expectativas e me fez refletir sobre as múltiplas facetas da humanidade. Daqui alguns anos, ainda vamos falar desse filme e, principalmente, da forma como ele ensina a acreditar no ser humano, mesmo diante do caos diário que assola nossas vidas.

 

Ficha Técnica:

 

Gênero: Ação

Direção: Patty Jenkins

Roteiro: Allan Heinberg, Geoff Johns

Elenco: Ann Ogbomo, Chris Pine, Connie Nielsen, Eleanor Matsuura, Emily Carey, Eugene Brave Rock, Ewen Bremner, Florence Kasumba, Gal Gadot, Lisa Loven Kongsli, Lucy Davis, Madeleine Vall, Mayling Ng, Robin Wright , Roman Green

Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder

Fotografia: Matthew Jensen

Montador: Martin Walsh

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