Política

Crise política no Brasil tem repercussão internacional

Jornalistas falam sobre os últimos acontecimentos políticos no País

Jornalista do El País, Tomer fala sobre o impacto da crise no Uruguai. Foto: Arquivo Pessoal/ Tomer Urwicz

Jornalista do El País, Tomer fala sobre o impacto da crise no Uruguai. Foto: Arquivo Pessoal/ Tomer Urwicz

Amanda Bicca e Nathalia Amaral

O Brasil é o país mais influente na América do Sul e uma crise político-econômica pode trazer efeitos negativos também para os países vizinhos. Na Argentina, o periódico Clarín deu destaque principal nesta quinta (18) em seu site e projetou um cenário ruim para a Argentina que, segundo a publicação, pode sofrer com a diminuição de investimentos no país.

 

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No Uruguai havia expectativa de renúncia de Michel Temer e, segundo o jornalista do El País, Tomer Urwicz, 90% da redação do jornal se mobilizou na cobertura do pronunciamento do Presidente. “Fontes do Ministério das Relações Exteriores tinham nos advertindo por mensagem, que efetivamente renunciaria”, conta.

 

Foto: Arquivo Pessoal/ Tomer Urwicz

Foto: Arquivo Pessoal/ Tomer Urwicz

 

Segundo Tomer, o que acontece no Brasil tem grande influência nos países vizinhos. “Há um ditado aqui: Quando Brasil tem dor de garganta, Argentina espirra e Uruguai tem gripe. Hoje o dólar subiu porque a bolsa no Brasil caiu quase 10%”, explica.

Na imprensa peruana o que repercute é a ligação entre as empreiteiras brasileiras OAS e Odebrecht e políticos peruanos, com a prisão de autoridades do país envolvidas em escândalos de corrupção. Para Pier Bakarat, jornalista do Diário El Comércio, a delação envolvendo Michel Temer afeta o modo como o Brasil é visto no cenário internacional. “A recente situação de Temer agrava o problema porque nós estamos falando sobre o presidente. A imagem do Brasil hoje é de um país exportador de corrupção”.

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Para Ivan Bonfim, jornalista e especialista em Relações Internacionais, o governo de Michel Temer não conseguiu credibilidade internacional desde que assumiu e teve rejeição, inclusive, com retração de contato com alguns países. “Na América Latina, o Uruguai se afastou completamente. No Chile também certo distancimento. Acredito que num primeiro momento não teremos uma resposta homogênea. É difícil prever, mas a tendência é que por enquanto os países fiquem em um compasso de espera, tratando como uma questão interna do Brasil”, analisa.

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