Economia

Coworking é opção de economia para enfrentar a crise

Escritórios compartilhados são tendência entre profissionais independentes

Atravessar o momento de turbulência da crise é um dos desafios para empresas e profissionais autônomos que procuram alternativa para crescer com baixo investimento. O coworking, a prática do consumo colaborativo, é o modelo de escritórios compartilhados que reúnem profissionais de diferentes áreas para dividir o espaço de trabalho. O objetivo é proporcionar aos profissionais independentes um ambiente de trabalho com custo acessível, além de promover troca de ideias e novos contatos.

No Brasil, existem 298 espaços de coworking ativos, conforme a pesquisa realizada pelo Ekonomio, em parceria com B4i e Coworking Brasil, em 2015. A possibilidade também foi bem aceita no Rio Grande do Sul. Hoje, já existem 30 escritórios em pleno funcionamento em Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, São Leopoldo, Pelotas, Novo Hamburgo, Gravataí, Campo Bom, Bagé e Gramado. A principal captação de recursos dos espaços é a locação de mesas, salas privativas, salas de reunião e eventos.

O advogado Maiquel Alvez, 29 anos, montou o primeiro coworking de Canoas há um ano e meio, o MapCoworking, no centro da cidade. A ideia surgiu em 2007, quando o advogado começou a ler sobre o assunto e a acompanhar a evolução dos espaços no Brasil e no mundo. “Acabei me apaixonando por essa nova forma de trabalhar e sou o primeiro coworking registrado em Canoas”, conta ele.

Conforme o proprietário, a população canoense vem se adaptando a nova cultura de trabalho e, mesmo em um momento de crise, a procura é grande. “Quem tem conhecimento sobre a ideia de trabalho enxerga como algo positivo para o crescimento da cidade. Abri a empresa em uma época de crise e cresci no ambiente desfavorável.  Para os profissionais, o coworking é uma maneira flexível de lidar com estas situações adversas”, destaca Maiquel.

O espaço tem como público-alvo advogados, coachings, fotógrafos, representantes comerciais e empresários de outras cidades. Oferece capacidade para 30 pessoas e mais uma sala de eventos. Além de água, luz e internet, orientações especializadas, serviços de recepção, impressão, rede de contatos, endereço comercial e motoboy são alguns dos itens que podem estar inclusos nas opções de pacote.

Segundo Alvez, a política da empresa é oferecer ferramentas para que os clientes desenvolvam o seu negócio e apresentem o melhor do seu trabalho de forma rentável. “O preço varia de acordo com o tipo de serviço que o profissional precisa. Hoje, podemos oferecer uma rede de contatos, toda infraestrutura e serviços por R$ 598 por mês”, conta.

Por meio de parcerias, o empresário beneficia os clientes e organiza eventos que ajudam a popularizar o negócio. “Um de nossos atrativos é que oferecemos serviços dos próprios coworkers, incentivando o crescimento da rede de contato deles.” Workhops e descontos em lojas e consultórios médicos são alguns benefícios proporcionados aos clientes.

A fotógrafa Marcela Fagundes, 25, resolveu aderir à nova forma de trabalho há quatro meses, quando abriu a sua empresa e não tinha recursos necessários para montar um escritório. “Não gostei da possibilidade de trabalhar home office, além disso, aqui temos um espaço para receber clientes. O endereço comercial é credibilidade para a nossa marca”. Marcela, que realizava somente trabalhos externos, também passou a fotografar ensaios no estúdio montado no coworking, somando-se a rotina diária de edições e trabalho administrativo. “O resultado foi que consegui gerenciar melhor o meu negócio e ganhei muitos contatos para trabalho”, conta ela.

 

Foto: Amanda Mendonça Moura

Foto: Amanda Mendonça Moura

 

Lida 589 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.