Economia

Cooperativas de crédito e bancos cooperativos: O que são?

Conheça qual a diferença entre os sistemas cooperativos e os bancos comuns

As cooperativas de crédito e os bancos cooperativos são dois tipos de instituições que se assemelham aos bancos tradicionais, pois oferecem serviços comuns como conta-corrente e poupança. Porém, diferenciam-se por uma série de fatores. Para explicar como funcionam esses modelos de instituição financeira, a Beta Redação consultou o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Bruno Paim.

Nas cooperativas de crédito, o cooperado não é considerado cliente, mas sim um sócio que tem participação nos resultados financeiros, sejam eles positivos ou negativos, além de ter acesso aos serviços tradicionais dos bancos, como cartão de crédito e financiamento. Segundo Paim, “os associados têm direito a voto nas assembleias que definem os rumos da cooperativa”. A principal vantagem dessas instituições é que quem se associa pode alinhar as diretrizes institucionais aos seus interesses, priorizando, por exemplo, o lucro ou serviços mais baratos. Nesse formato de cooperativa, os associados podem ser de uma mesma área, como agricultores ou comerciantes, e também podem participar pessoas jurídicas, desde que o estatuto da instituição admita isso. Segundo o economista, um dos papéis importantes das cooperativas é romper com a hegemonia dos bancos tradicionais.

Os bancos cooperativos, diferentemente das cooperativas de crédito, podem estar presentes no mercado de capitais, desde que 51% de suas ações pertençam a associados. Esses bancos podem aglomerar cooperativas menores e participar do mercado interfinanceiro, onde bancos compram títulos de outros bancos.

Na Europa há uma forte tradição nesses tipo de organização. Bruno Paim cita que em 2002, por exemplo, 20% do mercado financeiro alemão eram cooperativas e bancos cooperativos. No Brasil a realidade é bem diferente: ano passado apenas 2,2% do sistema financeiro nacional do Brasil eram compostos por essas instituições.

 

Na prática, onde estão esses sistemas?

 

Conforme a assessoria do Sicredi, a ascensão das cooperativas se deve ao modelo que coloca o lucro em foco mais a geração de renda para o associado, que se configura como usuário e dono do negócio. A Sicredi é uma das maiores representantes do setor no Estado, com mais de 1.400 postos de atendimento no Rio Grande do Sul, 95 cooperativas filiadas e mais de 3 milhões de associados. Ainda segundo a assessoria da entidade, o grande diferencial do sistema é o relacionamento estreito com o usuário.

Para Bruno Silva dos Santos, associado ao Sicredi, as poupanças ou aplicações são grandes atrativos na instituição. Segundo ele, em todo aniversário do Sicredi ele recebe uma participação dos lucros anuais, o que torna o retorno “fora de série”. “A minha primeira moto eu comprei com a grana que ia juntando lá”, diz Bruno, que se associou a cooperativa porque sua mãe, policial militar, também é associada. A cooperativa que reúne os policias militares é a Sicredi Mil, que oferece uma série de serviços como empréstimos e auxílio na declaração de imposto de renda, além de sortear prêmios em dinheiro.

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