Cultura

Conheça o grupo de Croquis Urbanos de Porto Alegre

Comunidade de desenhistas amadores e profissionais se encontram uma vez por mês na capital

Grupo Croquis Urbanos de Porto Alegre em seu último encontro. Foto: Divulgação/Facebook

Grupo Croquis Urbanos de Porto Alegre em seu último encontro. Foto: Divulgação/Facebook

Pelos espaços públicos da capital gaúcha eles se encontram. Escolhem um lugar confortável para sentar e deixam a criatividade aberta. Nas mãos, lápis, pinceis e canetas e olhos atentos a todos os detalhes. Entre rabiscos e pinceladas, uma outra Porto Alegre surge nas folhas dos desenhistas. Essa é uma imagem comum de se ver quando o grupo de Croquis Urbanos de Porto Alegre se reúne. O objetivo é registrar a cidade, seus habitantes e aprender uns com os outros sobre possibilidades do desenho de observação.

O grupo foi criado em maio deste ano pelo arquiteto e professor, Achylles Costa Neto, inspirado em grupos de Croquis Urbanos que existem em outras cidades do Brasil e no exterior. “Eu primeiro participei do 5º Simpósio Internacional de Urban Sketchers que ocorreu em Parati em 2014. Depois participei do grupo de croquis urbanos de Curitiba e isso me empolgou a fazer um grupo em Porto Alegre”, conta Neto.

Achylles Costa Neto durante oficina de aquarela na Unisinos. Foto: Carolina Schaefer

Professor Achylles Costa Neto durante oficina de aquarela na Unisinos. Foto: Carolina Schaefer

O grupo é aberto e reúne desenhistas iniciantes, amadores e profissionais que tenham vontade de passear pela capital em busca de temas para croquis. Croquis são desenhos rápidos que não almejam grande precisão gráfica, embora muitos croquis sejam bem trabalhados, quase como obras de arte. Eles são considerados “uma experiência individual, de descoberta e experimentação, como a pintura ou a escultura”.

Os encontros do grupo ocorrem uma vez por mês  e juntam, geralmente,  crianças, jovens e adultos. Cada um leva seu material e utiliza a técnica que preferir (aquarela, desenho com grafite, lápis, etc). Achylles, que também é professor de arquitetura e urbanismo, diz que o objetivo não é serem dadas aulas durante o encontro, “mas incentivar a troca de experiências na interação entre os membros”.

Quanto aos locais, o grupo escolhe ícones da cidade, como prédios antigos, praças e museus. Dentre os locais já visitados pelo grupo estão: o Vila Flores, a Fundação Iberê Camargo e a Praça da Alfândega.

 

Desenho de Kivia Diedrich feito durante o encontro.

Desenho de Kivia Diedrich feito durante o encontro. Foto: Divulgação/Facebook

Convidada por Achylles, a estudante de Arquitetura e Urbanismo, Kivia Diedrich, participou de um dos encontros. Para ela, o desenho é “uma forma de expressão única e individual” e encontrou no grupo uma maneira de “tirar um tempo” para fazer umas das coisas que mais gosta, aprimorando seus desenhos.

“Exercitar a técnica do desenho de observação é uma forma de manter-se em constante produção, além de ser uma oportunidade de trocar experiências com os demais participantes” , comenta Kivia Diedrich

Carimbo criado pelo grupo. Foto: Divulgação/Facebook

Como uma forma de “autentificar” os desenhos, eles são carimbados com o nome do grupo. “Essa é uma tradição europeia de carimbar os cadernos de desenho como uma forma de registrar a participação no evento”, conta Achylles.

Como o grupo foi inspirado no grupo de Curitiba, eles seguem as mesmas regras criadas pelos curitibanos. Oito das nove regras do grupo foram retiradas do manifesto do Urban Sketchers, grupo mundial que pratica o desenho de observação e que serviu de inspiração para várias comunidades de croquis. Confira as Regras:

1. Desenhamos in loco, no interior e no exterior, registrando diretamente o que observamos.
2. Os nossos desenhos contam a história do que nos rodeia, os lugares onde vivemos e por onde viajamos.
3. Os nossos desenhos são um registro do tempo e do lugar.
4. Somos fiéis às cenas que presenciamos.
5. Usamos qualquer tipo de técnica e valorizamos cada estilo individual.
6. Apoiamo-nos uns aos outros e desenhamos em grupo.
7. Partilhamos os nossos desenhos online.
8. Registramos o mundo, um desenho de cada vez.
9. O croqui deve ser desenvolvido no tempo estipulado dentro do encontro, embora acabamentos possam ser acrescentados depois.

Seguindo essas regras, os participantes compartilham seus desenhos pela página do grupo no Facebook.

Confira imagens dos últimos encontros:

O próximo encontro será no dia 11 de dezembro na Antiga da Cervejaria Brahma, que hoje é o Shopping TOTAL. Para mais informações, confira a página do evento. Vale lembrar que o evento é aberto a todos, iniciantes e desenhistas profissionais, que quiserem se encontrar para observar e desenhar a cidade.

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