Economia

CataMoeda, o terror dos cofrinhos

Máquina troca moedas por cédulas, vales, bônus, recarga de celular ou doações a instituições filantrópicas

Sabe aquelas moedas sobrando na carteira? Ou perdidas no fundo da bolsa? Então, agora elas podem ter um novo destino. São os CataMoedas. Aqui no Estado eles ainda são poucos, apenas 14. Chegaram recentemente, mas já podem estar deixando os cofrinhos de moedas apavorados.

Semelhante a um terminal de autoatendimento bancário, sua função é específica: trocar as moedas dos clientes que visitam e consomem nas lojas, mercados ou locais em que a máquina opera, para depois serem utilizadas pelo comércio responsável pelo aparelho.

A iniciativa visa diminuir o problema da falta de moedas para os estabelecimentos, pois são os próprios responsáveis do local onde a máquina é implantada que ficam com as moedas. Assim, consequentemente, evita o constrangimento da falta de troco, por exemplo.

E como funciona?

A pessoa deposita suas moedas na máquina, sem a necessidade de separá-las, pois o equipamento realiza isso automaticamente. Após o procedimento, o terminal emite um voucher com o valor depositado, que o usuário pode trocar  por vale-compras com bônus, cédulas, recarga de créditos de celular, recarga de cartão de transporte ou doação. Mas é importante ressaltar que o estabelecimento é que define na máquina quais dessas opções irá ofertar para os usuários do terminal. E, após a emissão do bilhete, o usuário deve conferir a data de vencimento de utilização do mesmo.

A analista de experiência do usuário da CataMoeda, Natália Izidoro, descreve as metas de implantação de máquinas da empresa: “A primeira máquina CataMoeda foi instalada em outubro de 2013  em uma rede de supermercados em Curitiba, no Paraná. Com esse projeto piloto validado, começamos a escalar e instalar mais máquinas em diversos estados do país. Hoje, são 106 no varejo e, até 2016, a previsão é de mais de 1.000 unidades instaladas no Brasil e, possivelmente, em outros países também”.

O que pode esvaziar os cofrinhos também serve como alternativa para doação de dinheiro a instituições de caridade, algo muitas vezes complicado pela burocracia do cartão de crédito ou outra forma de contribuição. Sobre isso, Natália destaca que a doação de moedas já auxiliou pelo menos 25 instituições filantrópicas, com mais de 18 mil doações.

Luiz Ricardo Bertoldi de Oliveira mora ao lado de um supermercado em que a máquina foi instalada em São Leopoldo. O morador acredita na utilidade do equipamento, tanto pela agilidade na troca das moedas quanto pela possibilidade de doação. “É interessante que as moedas que ficam rolando na tua carteira podem ajudar alguma instituição que precise”, avalia.

 

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CataMoeda em supermercado de São Leopoldo / Foto: Thiago Santos

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