Cultura

Carol Rogê, diva transexual de Esteio

Da sala de casa para os palcos gaúchos

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Com o talento na veia, como se diz no sul, Carol Rogê ficou famosa nos palcos gaúchos a partir de seu envolvimento com os eventos LGBT. Defensora do movimento livre, Rogê realiza apresentações em diversos eventos, inclusive na Parada Livre de Esteio.

12047278_960057697371278_1706229569_nSeu envolvimento com a arte começou cedo. Ela relata que desde criança seu sonho era trabalhar na televisão. “Eu vestia roupas da mãe, da avó, calçava salto alto, ia pra frente da casa cantar. Minha avó até me levou a uma psicóloga, pois eu recortava vários artistas dos jornais, fazia um palco e criava falas para eles. Vem de sangue, de berço essa vontade”, explica. Ela conta ainda que se envolveu em um coral, estudou teatro durante alguns anos e hoje apresenta eventos. Carol Rogê revelou sua vontade para a família aos 15 anos e, a partir daí, começou sua transformação transexual. “Eu me envolvi com a Parada Livre em Esteio há sete anos, quando meu amigo Ricardo Fortes me convidou para ser apresentadora. A partir disso, fiquei conhecida nos palcos”, completa.

Rogê já recebeu troféus como Top Trans, Diva da Parada Trans e Personalidade do Ano em Caxias do Sul, além de algumas homenagens em casas noturnas. Ela sempre busca destacar seu envolvimento e dedicação com as paradas. “Entre meus trabalhos, os mais importantes são relativos à parada, principalmente em Esteio, onde sou a apresentadora oficial há sete anos”, destaca. “Na Parada Livre, me sinto a Ivete no Carnaval da Bahia”, brinca.

Rogê também lembra que um dos momentos mais importantes de sua vida foi quando cantou com gerações anteriores de sua família. “Nos apresentamos em diversos lugares. Realmente, foram momentos incríveis”, recorda.

Capricorniana, de 28 anos e moradora de Sapucaia do Sul, Rogê conta que o começo de sua carreira não foi fácil. “Pedi ajuda para uma artista do meio LGBT para fazer shows em uma casa noturna e ela me virou as costas”, lembra. Porém, ela também destaca que, fora esse obstáculo e a rivalidade no meio artístico, ela só tem momentos bons para contar. “Nunca precisei puxar o tapete de ninguém para me tornar conhecida e bem recebida pelo público. O que me motiva é o amor de estar em cima do palco e ver o carinho e admiração do público. Esse reconhecimento não tem preço”, destaca.

Sem título“Nunca desista de seus sonhos, lute e batalhe por aquilo que quer, corra atrás”, é o que Rogê trás consigo como lema para os que, assim como ela, querem seguir na carreira artística. “Se não deu certo, pelo menos você tentou”, finaliza.

 

 

Confira o vídeo de apresentação de Carol Rogê no Prêmio Porto G, em 2010.

Contribuíram: Audrey Lockmann e Julia Boeno

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Comentários

Um comentário sobre “Carol Rogê, diva transexual de Esteio”

  1. Caroline Schunck disse:

    Que lindo, simplesmente amei, muito obrigada pelo carinho e pela entrevista,beijo no coração de cada um Emoticon heart

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