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Campanha Novembro Azul discute o tabu do câncer de próstata

Um a cada seis homens terá a doença ao atingir os 50 anos

 

Monumentos e prédios públicos receberam iluminação azul no primeiro dia de novembro, em apoio a campanha. (Foto: PMDB Nacional)

Monumentos e prédios públicos receberam iluminação azul no primeiro dia de novembro, em apoio à campanha. Foto: PMDB Nacional

Criadas para conscientizar a população sobre temas importantes relacionados à saúde, as campanhas das cores ganharam espaço na mídia, nas ruas, nas redes sociais e até mesmo em debates políticos, com candidatos usando bottons, lenços e fitas coloridas. O mês de outubro ficou marcado pelas ações de prevenção ao câncer de mama, e monumentos por todo o país receberam iluminação especial. Em Porto Alegre, as coberturas dos estádios Beira-Rio e Arena, além da prefeitura, ganharam a cor rosa por diversas noites. Em novembro, a pauta muda para outro câncer: o de próstata, que é responsável por 307 mil mortes no mundo todos os anos. A campanha Novembro Azul visa conscientizar a importância do cuidado dos homens em relação à saúde.

“Nosso propósito é falar da saúde do homem, na maioria das vezes negligenciada pelo próprio, que depende da mulher para marcar uma consulta médica, da insistência dos filhos, ou só resolve procurar ajuda quando o problema está em estágio avançado. O objetivo do Novembro Azul é conscientizar a população masculina, não somente em relação ao câncer de próstata, mas para qualquer outra doença. Cuidar da saúde também é coisa de homem”, explica Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida, entidade responsável pela realização das ações do Novembro Azul no Brasil.

O movimento Novembro Azul surgiu na Austrália em 2003. Por aqui, o assunto passou a repercutir a partir de 2008, e a cada novo ano chama mais atenção em função do maior número de notícias na mídia e de famosos se engajando na campanha. Em 2014, o Instituto Lado a Lado Pela Vida realizou mais de 2 mil ações em todo o Brasil, com a iluminação de pontos turísticos, ações em eventos populares e pedágios e palestras informativas. O foco também está em ambientes frequentados por homens. Estádios de futebol, autódromos, barbearias, bares e lojas voltadas ao público masculino receberam material da campanha.

O câncer de próstata é o sexto mais comum entre homens em todo o planeta, o quarto que mais mata. No Brasil, é o segundo câncer mais frequente em homens, só perde para o câncer de pele. Trata-se de uma doença silenciosa, que se desenvolve sem apresentar muitos sintomas. Entretanto, com diagnóstico precoce, as chances de cura podem chegar a 90%. O grande problema enfrentado pelos médicos é justamente com relação ao preconceito. Segundo o instituto Lado a Lado Pela Vida, 87% dos homens têm algum tipo de aversão ao exame, que é simples, rápido e indolor.

Se o homem tem mais de 45 anos, é importante que comece a conversar com o seu urologista sobre a necessidade da realização do exame. Consultas periódicas são extremamente importantes. Geralmente o câncer se manifesta em homens com mais de 50 anos de idade, mas pode aparecer precocemente, sobretudo para quem está no grupo de risco, que é formado por homens com histórico de câncer na família, obesos e negros.

Confira a entrevista com Aguinaldo Nardi, médico urologista, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia e integrante do instituto Lado a Lado Pela Vida,  sobre o Novembro Azul, esclarecendo dúvidas sobre o câncer e sobre o tabu do exame de próstata.

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