Política

Brasileiros contra o impeachment demonstram indignação em Portugal

Véspera da votação teve caminhada e discursos na cidade do Porto

Mariana Blauth e Caroline Garske Rosa

O atual cenário político brasileiro ecoa em Portugal. No último sábado (16) – véspera da votação na Câmara dos Deputados que aprovou a continuidade do processo de impeachment -, as ruas da cidade do Porto se tornaram espaço para reivindicações. Brasileiros que moram no local se reuniram no Centro Histórico em protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff. Segurando bandeiras e cartazes contrários ao que chamavam de golpe, os manifestantes gritaram em defesa da democracia e atraíram olhares curiosos de quem passava pelo local.

O protesto, que reuniu cerca de 30 brasileiros, iniciou na Avenida dos Aliados, um dos pontos mais movimentados da cidade. De lá, os manifestantes fizeram um percurso que leva até a reitoria da Universidade do Porto. A caminhada foi marcada por música, discursos a favor da democracia e, sobretudo, gritos como “Não vai ter golpe, vai ter luta” e “Golpistas, fascistas, não passarão”.

 

(vídeo: Caroline Garske Rosa)

 

“Quem anda para trás é caranguejo, o povo brasileiro anda para frente”, esbravejou Ana Parati, 44 anos. A brasileira, que vive há 15 anos em Portugal, criticou o impeachment da presidente Dilma, argumentando que a imagem do Brasil entre os portugueses melhorou nos últimos anos. Mas, segundo ela, a conjuntura atual causa confusão: “Desde as últimas eleições, ficou complicado para o povo português entender como tudo acontece”, disse a manifestante.

Para Katerine Queiroz, 37 anos, o impeachment se trata de golpe e retrocesso. “Basta saber que a Dilma vai cair por um Congresso corrupto”, defendeu. Ao longo do protesto, as pessoas que circulavam pelas ruas olhavam com atenção para o movimento. Entretanto, nem todos observavam apenas com curiosidade: alguns brasileiros demonstraram indignação, gritando dizeres como “Fora PT” aos manifestantes.

Apesar disso, o protesto não parou. Os brasileiros contrários ao impeachment discutiram política e, principalmente, pediram pela continuidade da democracia brasileira.

Também em Portugal, mas na cidade de Coimbra, o repórter Thomas Bauer comentou, no domingo (17), a repercussão do processo de impeachment por lá:

 

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