Economia

Sapiranga registra aumento de empregos no setor calçadista

Nos meses de janeiro e fevereiro, 658 novas vagas foram abertas no setor

Das 2.411 admissões registradas em Sapiranga nos meses de janeiro e fevereiro, 1.392 foram para o setor calçadista, segundos dados disponibilizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Isso corresponde a 57,73% dos empregos gerados no município. Das 920 novas contratações, 658 foram da indústria calçadista.

Esses dados representam 28% do número de empregos gerados no setor na microrregião de Porto Alegre, que engloba 22 cidades:  Alvorada, Araricá, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Eldorado do Sul, Estância Velha, Esteio, Glorinha, Gravataí, Guaíba, Mariana Pimentel, Nova Hartz, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Parobé, Porto Alegre, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Sertão Santana e Viamão. Os três municípios da região que mais registram novas admissões foram Sapiranga (658), Parobé (513) e Novo Hamburgo (474). Confira no gráfico abaixo as admissões e demissões do setor nos municípios.

Segundo, Luis Fernando Hanauer, secretário municipal da Indústria, Comércio e Turismo de Sapiranga, o aumento de contratações no setor calçadista é um reflexo das vendas do mercado. “Com certeza esse aumento existe, pois o mercado comprador zerou seus estoques nas últimas duas estações, o que hoje faz com que as compras estejam aquecidas. Os sinais de recuperação são comprovados exatamente pela retomada nas contratações do setor que já está gerando mais empregos com a reação do mercado”, destaca.

Hanauer aponta que o setor calçadista representa grande parte dos trabalhadores da cidade e “não somente a indústria de calçados, mas também a de componentes e acessórios”, acrescenta.

Para o secretário, o município se mantém forte no setor calçadista, principalmente por continuar investindo nas empresas da cidade, fomentando a participação em feiras de nível nacional e internacional e buscando atrair novos negócios.

“O Município investiu em infraestrutura e espaços para polos industriais, além de auxiliar as pequenas empresas a levarem seus produtos para as vitrines do mercado, abrindo espaço nas principais feiras do País. Além disso, é constante o diálogo com empresários interessados em investir em novos empreendimentos ou em ampliar os atuais” , diz Luis Fernando Hanauer.

Para o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Sapiranga e Região, Júlio Cavalheiro Neto, esses números mostram que o mercado calçadista está melhorando. “Nos últimos meses tivemos uma melhora. Diferente de outros tempos, quando ocorreram demissões em massa, nos últimos meses houve mais admissões que demissões”, comenta Cavalheiro.

Para ele, a cidade ainda pode ser vista como um polo da produção de calçado na região. “Em Sapiranga, Araricá e Nova Hartz temos poucas empresas grandes, porém há muitos ateliers e fábricas de pequeno à médio porte, que contribuem gerando novos empregos”, acrescenta Cavalheiro.

Outro ponto ressaltado pelo diretor do sindicato é quanto a rotatividade. “No setor há muita rotatividade. Há demissões e funcionários que pedem demissão. É algo normal da profissão”, diz. Segundo Cavalheiro, o setor emprega mais de 18 mil trabalhadores, em diferentes funções no município.

 

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