Política

Após divulgação de áudios, manifestantes vão à Esquina Democrática pedir saída de Temer

Segundo os organizadores, mais de 20 mil pessoas participaram do ato na Capital

Foto: Lucas Braga/ Beta Redação

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Eduardo Brandelli, Gustavo Schenkel e Liane Oliveira

Nesta quinta-feira (18), após a divulgação de áudios que mostraram o presidente Michel Temer tentando comprar o silêncio de Eduardo Cunha e obstruir a Operação Lava Jato, diversos movimentos populares convocaram a população para irem às ruas contra o presidente da República. Na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, mais de 20 mil pessoas, segundo os organizadores do evento, concentraram-se para o ato.

Diversos partidos estavam presentes, como PC do B, PCO, PT, PSOL, PDT e PSTU. Movimentos sociais e órgãos sindicais também marcaram presença, como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) e Sindicato dos Enfermeiros no Estado do RS (SERGS). Além de Temer, o senador afastado e ex-presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também foi envolvido em escutas comprometedoras.

Sem o relato de conflitos e com a presença de um trio elétrico, os diversos partidos e movimentos sindicais falaram sobre o atual momento político. Além de pedirem a renúncia de Michel Temer, os presentes também exigiram novas eleições diretas no país. De acordo com Julio Flores, membro do PSTU, o partido aponta para um novo caminho: uma outra greve geral de 48h, “para derrubar o governo”, afirmou. “Nós vamos para Brasília cercar o Palácio do Planalto e tirar este governo de lá a tapa”, completou o político.

 

Foto: Liane Oliveira/ Beta Redação

Foto: Liane Oliveira/ Beta Redação

 

Foto: Lucas Braga/ Beta Redação

Foto: Lucas Braga/ Beta Redação

Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário dos governos Lula e Dilma, disse que “o Brasil só tem uma saída: a democracia. Esta é a saída que vamos construir a partir de agora”.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, explicou que a manifestação se estende por todo o Estado. “Em Pelotas, são mais de 3 mil pessoas. Também estão ocorrendo atos em Santa Maria e Rio Grande”. O sindicalista ainda citou o número de desempregados no Brasil: “Quatorze milhões de desempregados precisam de esperança e não é esta corja de ladrões que vai interromper o ciclo do Brasil”, completou, acrescentando que na sexta-feira (19), haverá mais protestos contra o Governo Federal.

 

 

“Depois de denúncias que apontam envolvimento de Temer, é impossível que ele continue. O povo não vai sair da rua enquanto não tirar o Temer. Não queremos apenas eleições diretas, queremos eleições diretas na presidência do Congresso Nacional”, disse Vera Guasso, presidente estadual do PSTU.

 

Para a jornalista Gabriela Tolotti, o governo Temer não deve durar muito tempo. Foto: Liane Oliveira/ Beta Redação

Para a jornalista Gabriela Tolotti, o governo Temer não deve durar muito tempo. Foto: Liane Oliveira/ Beta Redação

O estudante Paulo Ricardo Perrick, 19 anos, afirmou que foi ao protesto por uma questão de consciência. “Eu não posso exigir algo que eu não lutei para ter. Acho hipócrita exigir algo que a gente não foi atrás. Então eu tô participando da luta com todo mundo. A nossa geração foi a que mais lutou por direitos, por isso essa manifestação foi linda”, completou.

Para a jornalista Gabriela Tolotti, 33 anos, o mandato de Temer não deve durar muito tempo. “Eu acho que ele está por um fio. A aprovação de 4% é muito pouco. Mas o grande problema é se o Senado vai optar pelas eleições indiretas. É por isso que hoje foi importante estar aqui.”

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