Esporte

Aplicativos de celular como nova forma de investimento

Uma ideia de app pode valer milhões - ou apenas facilitar a vida das pessoas

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Aplicativos para celulares hoje são um meio de movimentação econômica em alta, uma vez que podem faturar grandes quantias de retorno financeiro. Um exemplo famoso é de Steve Demeter, o americano que faturou US$ 2 milhões com um quebra-cabeças em que peças se encaixavam com o chacoalhar do aparelho, o Trism.

Mas não é apenas uma ideia criativa que leva o empresário ao sucesso absoluto. Segundo o site voltado para o nicho digital, Media Response, 52% dos desenvolvedores investem menos de 5% do seu tempo e budget em divulgação, embora 91% deles considere o marketing um fator determinante para o sucesso.

Um exemplo atual é o aplicativo Pokémon Go, recentemente lançado e que vem batendo muitos recordes de adesão. Segundo a agência SensorTower, site que demonstra o crescimento de aplicativos em tempo real, o jogo já de arrecadou mais de US$ 440 milhões.

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Relacionando essa quantia a filmes conhecidos, o app do Pikachu já supera “Warcraft”, “Independence Day 2″ e “Angry Birds”. Ainda de acordo com SensorTower, o jogo foi baixado 180 milhões de vezes e está presente em 12% de todos os celulares ativos dos EUA.

São inúmeras as opções e setores para investir em aplicativos: alimentação, transporte, saúde, música, turismo. Exemplos famosos como Ifood, Waze ou WhatsApp geram uma movimentação econômica de formas distintas. O Ifood, aplicativo para compras de comida e entregas em residência,  por exemplo, cobra uma comissão de 10% para enviar os pedidos para os restaurantes cadastrados. Já o Waze, serviço de mapeamento com GPS e navegação com orientação de voz e hoje pertencente ao Google, trabalha também com anúncios que geram renda para a empresa.

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Francielle Caleffi e Thamer Toso se arriscaram no mercado empreendedor e apostaram no nicho de aplicativos mobile. Analisando o mercado digital/tecnológico, o casal identificou o aplicativo Guia Urbano. Com o propósito de divulgar locais públicos, turísticos, empresas e comércios em geral, ele é uma ferramenta para facilitar a vida das pessoas.

Francielle ressalta que o maior retorno que o aplicativo proporciona para os dois é obviamente a parte financeira, pois quando decidiram pelo empreendedorismo em algum nicho determinado, buscaram por algo que tivesse um retorno financeiro significativo. Entretanto, além do retorno financeiro também para as empresas anunciadas, o app proporciona uma maior visibilidade, uma maior captação de clientes.

O custo, ao ano, de investimento do aplicativo é de 150 reais “Qual mídia eu encontro no mercado disponível para empreender com um valor mensal de 12 reais?”, comenta Thamer, afirmando que o investimento é baixo em relação ao retorno rápido e satisfatório que obtém. Francielle ainda explica que apesar da empresa ser jovem, é possível se manter apenas com a renda vinda do aplicativo, levando em conta que ainda há muito mercado para percorrer e evoluir.

Marcel Bakker, diretor executivo de vendas da Platinum Division da CA Technologies, em entrevista para o site Executivos Financeiros, citou uma pesquisa global da CA, em parceria com a Vanson Bourne, que mostra que 24% das empresas do mundo estão inseridas na Economia dos Aplicativos. Elas têm, em média, 106% mais receita, 68% mais lucratividade e 50% mais novos negócios do que aquelas que não despertaram para essa tendência. Estima-se que a Economia dos Aplicativos vá movimentar US$ 25 bilhões neste ano.

 

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Comentários

Um comentário sobre “Aplicativos de celular como nova forma de investimento”

  1. Ótima matéria, precisamos dar maior visibilidade a esse vasto mundo tecnológico cheio de oportunidades, parabéns!!

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