Cultura

A volta do “rockomédia” dos Formigos

Banda de São Leopoldo que já atraiu atenção nacional retorna aos palcos

Cinco músicos que mFormigosisturam pop, rock, humor, performances e roupas inusitadas. “Rockomédia”, como foi registrado pelos próprios integrantes. Você já sabe de quem estamos falando? Sim, é da banda Formigos. Sucesso no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, a banda criada em São Leopoldo completou em abril de 2015 dezoito anos de estrada e seis gerações de “boêmios”, como eles mesmos definem as mudanças realizadas durante sua trajetória. “Achamos que era hora de voltar, de dar uma explicação aos nossos fãs. Seguíamos com nossos trabalhos paralelos, mas estávamos sem dinheiro, então decidimos retornar”, brinca Emerson Magro, um dos vocalistas do grupo.

Trajetória, aliás, que teve participações importantes na mídia. Patrola, Domingo Legal e Programa da Eliana foram somente algumas das principais. Mas uma das mais marcantes foi no Programa da Hebe. “Dar um selinho numa das maiores apresentadoras de televisão que o Brasil já teve. Como não lembrar? Além disso, a Hebe tinha uma simpatia incomparável”, comenta Marcelo Bomba, também vocalista, relatando que aquela havia sido a primeira aparição nacional em televisão.

Outra pessoa que considera esse momento inesquecível é o ex-integrante Juliano Carvalho, também conhecido como K-lcinha. Ex-vocalista e hoje diretor artístico na Hits Música, ele saiu da banda em 2009. “Como toda boyband, precisei ser substituído”, conta, entre risos, e continua a explicar o motivo de sua saída. “Na época estávamos divergindo sobre o prumo da banda. Tínhamos acabado de voltar de uma temporada morando em São Paulo e tínhamos que organizar nossa casa. Nossas ideias não estavam indo para o mesmo lugar”, finaliza.

 

 

A banda morou durante aproximadamente um ano em São Paulo, o que abriu caminhos dentro da grande imprensa. Contudo, os Formigos não conseguiram engrenar, pois não tinham investimento. “Infelizmente, o mercado está completamente prostituído, e pessoas com muito talento e verdade no seu trabalho ficam fora por não ter dinheiro para investir na carreira”, diz Juliano, complementando que tudo o que haviam feito anteriormente foi realizado com o próprio esforço, além das economias dos componentes. “Tentamos gravadoras, tentamos colocar singles em rádios. Falavam bem da nossa música, do nosso trabalho, mas sempre diziam que faltava algo”, lembra Bomba, afirmando também que o estilo que os Formigos ofereciam ao mercado era inédito.

Apesar de não conseguirem fechar contratos, o reconhecimento nas ruas era inevitável. Uma história que eles gostam de contar foi de um show que realizaram na cidade de Rolante. Era a segunda vez que estavam no município. “Gostamos de ir para os locais antes, para desfrutar do espaço, ir para uma praça, tomar um chimarrão. E aí, quando vimos, tinha vendedores ambulantes comercializando o ‘Formigos Live’. Era um DVD pirata de um show que havíamos feito. Foi muito engraçado”, relata, entre risadas, Marcelo.

Sempre comparados aos Mamonas Assassinas, eles contrariam: “É outra linha. Eles eram como Sandy & Junior perto das nossas loucuras. Quem não nos conhecia dizia que éramos dublês deles, mas o Mamonas explorava amplamente o lado musical. Já a gente preferia investir na questão de figurinos, éramos muito mais teatrais”, diz Bomba.

Para comemorar a volta aos palcos, nada como fazer uma série comemorativa. Com o nome “Revolta”, os Formigos atualizaram suas performances. Usando pela primeira vez o mesmo figurino e retirando as mais de vinte trocas que antigamente eram realizadas, a banda segue com a agenda aberta. “Contratando, estamos lá”, relata Emerson. E o grupo já tem mais de 30 datas reservadas. Entre elas, grandes eventos no Estado e fora, como a Oktoberfest de Igrejinha e participação na programação de Carnaval da cidade de Chapecó, em Santa Catarina.

 

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